Morales diz na Itália que Bolívia é viável e confiável

Agência EFE

ROMA - O presidente da Bolívia, Evo Morales, garantiu neste domingo que, após quase dois anos de seu Governo, é possível dizer que o país é viável e confiável.

Morales fez a afirmação ao receber hoje em Rimini (Nordeste italiano) uma medalha concedida pelo Centro Pío Manzú, organização internacional sem fins lucrativos e ligada às Nações Unidas, por sua defesa da população indígena.

O presidente boliviano assegurou em seu discurso que quando chegou ao poder ninguém queria investir na Bolívia, mas que após dois anos de Governo o país "é, finalmente, viável e confiável".

Morales citou como exemplo o fato de as reservas do país não terem passado nunca de US$ 2 bilhões, e que em 2004 estas eram de US$ 1,7 bilhão. - Em 2007 chegaram a 5 bilhões de dólares - completou.

- Antes, todo esse dinheiro seguia para os bolsos de políticos, que depois levavam para o exterior - denunciou.

Além disso, explicou que o país este ano pôde contar com superávit fiscal, e que a última vez que isso havia ocorrido foi nos anos 60.

O presidente boliviano comentou que seu país tinha sido durante anos "o vice-campeão em corrupção", com uma classe política "que durante anos se dedicou a roubar", mas que o povo local é "honesto e trabalhador". Por isso, diz acreditar que o país seguirá sempre adiante.

- Com meu Governo caiu a corrupção, que durante anos foi, junto com o modelo neoliberal, o pior inimigo da Bolívia - avaliou.

Morales contou ainda aos presentes à cerimônia de premiação como foi sua infância em uma comunidade indígena, vivida entre a pobreza e o trabalho no campo, e as dificuldades que as crianças tinham para receber educação.

Após a homenagem, Morales viajou para Roma para reunir-se com o presidente do Governo italiano, Romano Prodi, e encontrar-se com representantes da comunidade boliviana.