Rebeldes do Níger matam 12 soldados em emboscada

REUTERS

NIAMEI - Os rebeldes do Níger, liderados por tuaregues, disseram no sábado que mataram pelo menos 12 soldados e destruíram dois veículos do exército no deserto da parte Norte desse país centro-africano, mas as forças armadas desmentiram o anúncio.

O Movimento pela Justiça no Níger (MNJ), que já matou mais de 45 soldados numa insurreição que dura oito meses, disse em seu Web site que realizou a emboscada ao amanhecer da quinta-feira perto de Touara, na região de Agadez.

O MNJ não tinha lançado ataques desde o início do Ramadã, o mês de jejum muçulmano, em setembro, durante o qual declarou trégua.

O vice-comandante do exército do Níger, coronel Garba Maikido, disse à rádio nacional que apenas alguns poucos soldados sofreram ferimentos leves depois de um veículo militar passar sobre uma mina terrestre perto da fronteira argelina.

Maikido falou durante a apresentação para a imprensa de 1,1 tonelada de resina de canabis, no valor de estimados 7 bilhões de francos CFA (15,33 milhões de dólares), apreendida por uma patrulha do exército na região setentrional de Air.

Os soldados também confiscaram armas, munições e combustível para aeronaves.

O governo do presidente Mamadou Tandja se recusa a reconhecer o MNJ, atribuindo a violência no Norte do país a criminosos e traficantes de armas e drogas.

Os rebeldes pedem autonomia maior e querem que uma parcela maior da receita das grandes minas de urânio da região seja canalizada para o desenvolvimento local.

O urânio do Níger fornece cerca de um quarto da eletricidade de França, e a estatal francesa de eletricidade Areva opera minas na região. Investidores chineses também esperam começar a produzir na região em pouco tempo.