Mianmar: manifestações por todo o mundo em resposta ao pedido da AI

Agência AFP

LONDRES - Inúmeras manifestações reuniram neste sábado duas mil pessoas na Nova Zelândia, na Austrália, e em vários países da Ásia e da Europa, além de estarem previstas outras nos Estados Unidos e no Canadá, em resposta ao pedido da Anistia Internacional para manter a pressão sobre o regime de Mianmar.

Milhares de pessoas - 3.000 de acordo com a polícia, 10.000 de acordo com os organizadores - marcharam no centro de Londres, respondendo ao chamado da Anistia Internacional e de várias organizações de defesa dos direitos humanos. Elas foram precedidas por um pequeno grupo de monges que recitavam orações budistas.

A primeira mobilização aconteceu na capital da Nova Zelândia - Wellington - com a presença de cerca de 500 pessoas. Os manifestantes estavam vestidos de vermelho, representando os monges que lideraram os protestos severamente reprimidos pela junta militar de Mianmar.

Na Austrália, centenas de pessoas responderam à convocação. Quase mil manifestantes saíram às ruas de Melbourne, com cartazes que exigiam o "fim do banho de sangue". Andrew Beswick, responsável da Anistia na Austrália, pediu que se realizasse um embargo de armamentos para Mianmar.

Na Ásia, dezenas de pessoas se reuniram diante da embaixada de Mianmar em Bangcoc, com fotografias da líder da oposição em Mianmar, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991 Aung San Suu Kyi. Em Nova Delhi, os manifestantes permaneceram em silêncio com velas nas mãos. De volta à Europa, 400 pessoas se reuniram em Bruxelas, 200 em Viena, 150 em Estocolmo e uma centena em Genebra. Em Paris, 200 pessoas se reuniram perto da embaixada da China.

Em Washington, 100 pessoas se reuniram diante da embaixada de Mianmar antes do início de uma passeata que seguiu até a representação diplomática da China.

Em Montreal, o mesmo número de manifestantes se reuniu na entrada principal da Universidade McGill, ponto de partida de uma passeta silenciosa pelas ruas do centro da cidade.

A secretária geral da Anistia Internacional, Irene Khan, no site da organização, considerou as manifestações "necessárias para que se torne visível a pressão sobre as autoridades de Mianmar, de modo que interrompam os atos violentos, garantindo a segurança dos prisioneiros".

Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França, os três membros ocidentais permanentes do Conselho de segurança da ONU, divulgaram na sexta-feira um projeto de declaração que condena "a repressão violenta" exercida contra os manifestantes pela junta militar de Mianmar.