Países da UE podem tomar ação individual contra Irã, diz França

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PARIS - A França disse na sexta-feira que os integrantes da União Européia (UE) podem tomar medidas próprias para reduzir o comércio com o Irã antes que o bloco se decida por sanções adicionais contra o programa nuclear da República Islâmica.

O país endureceu sua retórica contra Teerã desde a posse do presidente Nicolas Sarkozy, em maio. Tanto Sarkozy quanto seu chanceler Bernard Kouchner alertaram para a possibilidade de uma ação militar contra o Irã.

Os franceses defendem medidas adicionais da UE contra o Irã ao mesmo tempo em que negociam com outras potências uma terceira rodada de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro.

Outros países da UE, como a Itália, relutam em aceitar sanções mais duras do bloco.

- As discussões (dentro do bloco) não são tão fáceis no sentido de alcançar um endurecimento do regime de sanções - disse David Martinon, porta-voz de Sarkozy, a jornalistas na sexta-feira. Ele acrescentou que as discussões devem prosseguir tanto no âmbito da UE quanto da ONU.

- Ao mesmo tempo, isso não exclui o fato de que cada país europeu pode avançar unilateralmente, em base nacional, ao dar um certo número de recomendações a suas empresas - afirmou o porta-voz.

Kouchner já dissera anteriormente que o governo francês pediu a grandes empresas, como a petrolífera Total, que não disputassem contratos no Irã, que rejeita a pressão internacional para suspender suas atividades de enriquecimento de urânio e insiste no caráter pacífico de seu programa nuclear. O Ocidente suspeita que Teerã esteja desenvolvendo armas atômicas.

O chanceler francês enviou nesta semana aos demais governos da UE uma carta pedindo que o bloco comece imediatamente a debater sanções.