Bush defende programas da CIA e nega tortura

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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu nesta sexta-feira o uso pela CIA (agência de inteligência dos EUA) de prisões no exterior para deter suspeitos de terrorismo, e disse que os interrogatórios foram conduzidos por profissionais treinados, que não usaram a tortura. Bush deu as declarações em meio a novas notícias de que o Departamento da Justiça endossou secretamente, em 2005, o uso de técnicas duras de interrogatório, como a simulação de afogamento, e que a CIA tinha voltado a manter prisioneiros em locais secretos no exterior.

As revelações provocaram novas pressões por parte dos parlamentares democratas pela divulgação de documentos secretos do Departamento da Justiça. O programa de detenções da CIA, revelado pela primeira vez pelo The Washington Post em 2005 e confirmado por Bush em setembro de 2006, provocou indignação internacional. Ainda há rumores sobre quais países teriam permitido a operação, mas o governo dos EUA não dá declarações sobre as alianças.