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NOVA YORK - No primeiro dia de sua visita a Nova York para participar da reunião da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, acusou Israel de ocupação e racismo.
Ahmadinejad também reiterou que o programa nuclear iraniano possui fins pacíficos e não tem como objetivo desenvolver armas atômicas.
- Nosso programa nuclear opera nos padrões da lei e é completamente pacífico - disse o presidente iraniano, na Universidade de Columbia, em Nova York. Ao responder a perguntas depois de fazer uma palestra na universidade, uma das mais prestigiadas dos EUA, Ahmadinejad afirmou que o programa nuclear iraniano é voltado à geração de energia.
As declarações do presidente iraniano sobre Israel foram feitas depois de um encontro com líderes de um grupo judeu anti-sionismo. Vários grupos judaicos condenaram o convite feito pela Universidade de Columbia ao líder iraniano, que falou no Fórum de Líderes Mundiais da instituição.
- Não reconhecemos aquele regime (Israel) porque ele se baseia na ocupação e no racismo. Ataca constantemente seus vizinhos - disse Ahmadinejad numa entrevista coletiva por videoconferência desde Nova York, citando as ações militares israelenses na Síria e no Líbano.
- Ele mata gente. Expulsa as pessoas de suas casas - afirmou.
O iraniano também atacou os EUA e disse que 'somos contra a forma como o governo dos EUA tenta administrar o mundo. Achamos que esse método está errado. Ele leva à guerra, à discriminação e ao derramamento de sangue".
Mas o líder iraniano minimizou os rumores sobre um conflito armado com o Ocidente por causa do programa nuclear de seu país.
- Achamos que essa conversa sobre guerra é uma ferramenta de propaganda - comentou.
Países do Ocidente acusam o Irã de desenvolver armas atômicas sob a fachada de um programa nuclear civil e pacífico. O Irã nega.
A manchete do jornal Daily News, de Nova York, foi 'O mal chegou', referindo-se ao iraniano. O jornal criticou o fato de uma pessoa que nega o Holocausto e é acusada de patrocinar o terrorismo ganhar uma plataforma para falar numa das universidades mais respeitadas dos EUA.
Ahmadinejad reuniu-se na manhã de segunda-feira com os líderes de um movimento chamado Neturei Karta Internacional, que se descreve como um grupo ortodoxo judeu que é contra a existência do Estado de Israel.
O iraniano tinha manifestado a intenção de visitar o local onde ficava o World Trade Center, mas a polícia nova-iorquina negou autorização. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse na segunda-feira que seria ridículo Ahmadinejad ir até lá. 'É alguém que é o presidente de um país que provavelmente é o maior patrocinador -- patrocinador estatal -- do terrorismo', disse ela à CNBC.
Ahmadinejad disse numa entrevista à TV CBS transmitida no domingo que o Irã não precisa de armas nucleares.
- É errado achar que o Irã e os EUA estão caminhando para a guerra. Quem disse? Por que entraríamos em guerra?" - perguntou.