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ROMA - Dois soldados da Itália desapareceram durante uma patrulha no oeste do Afeganistão, disseram autoridades italianas neste domingo, dia 23.
A dupla desapareceu na área onde mais de 600 soldados italianos atuam no comando regional da Força Internacional de Assistência de Segurança (ISAF), liderada pelas Nações Unidas, com base na cidade de Herat. A Itália tem cerca de 2.200 soldados no Afeganistão.
Inicialmente, despachos de agências disseram que dois italianos, possivelmente jornalistas, haviam sido sequestrados no oeste do Afeganistão.
- O contato com dois soldados italianos foi perdido há algumas horas. Nossas averiguações dizem que não há jornalistas desaparecidos, ao contrário do que disseram os relatos anteriores - disse em comunicado o Ministério do Exterior.
O Ministério da Defesa da Itália também emitiu comunicado dizendo que dois soldados estão desaparecidos e que suas famílias foram informadas.
Um porta-voz disse que os dois militares desapareceram 'durante uma patrulha normal na região que cobrimos no oeste do Afeganistão'. Ele não confirmou se foram sequestrados, nem deu nomes e patentes.
Um porta-voz do Taliban disse que estava verificando se insurgentes sequestraram italianos.
Um analista de segurança ocidental no Afeganistão disse que há relatos de dois desaparecidos que trabalhavam para o serviço de inteligência italiano.
Ele disse que os dois homens, junto com dois tradutores afegãos, desapareceram no sábado na região de Shindand, na divisa entre as fronteiras de Farah e Herat, onde fica a antiga base aérea soviética usada agora por forças afegãs e norte-americanas.
Herat é uma das províncias mais calmas do Afeganistão, mas Farah, no sul, vive crescimento da atividade do Taliban nos últimos meses.
Insurgentes do Taliban sofreram baixas pesadas em conflitos com forças ocidentais no Afeganistão e mudaram de tática, para ataques suicidas e sequestros, para abalar a confiança da população na capacidade do governo afegão e seus aliados ocidentais de fornecer segurança.
O Taliban sequestrou 23 sul-coreanos, dois alemães e cinco afegãos em julho. Dois sul-coreanos e um alemão foram mortos, mas os outros sul-coreanos foram libertados. O grupo ainda mantém um cidadão alemão e os afegãos.