ONU aprova plano para possível força de paz na Somália

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WASHINGTON - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas autorizou nesta segunda-feira a permanência de uma força da União Africana na Somália por mais seis meses e pediu que o secretário-geral desenvolva planos de uma possível substituição por tropas da própria ONU.

Em uma resolução, aprovada por unanimidade, o conselho também ameaçou "medidas" não-especificadas contra quem tentar atrapalhar o processo político, ameaçar uso de força contra o governo ou a Missão da União Africana na Somália (Amison) ou prejudicar a estabilidade na região.

Os Estados Unidos estão estudando colocar a Eritréia na lista de países patrocinadores de terrorismo por supostamente levar armas para insurgentes que combatem o governo, apoiado pela Etiópia, na Somália.

Um grupo de monitoramento, no mês passado, relatou que grandes quantidades de armas, incluindo mísseis terra-ar foram fornecidos pela Eritréia por insurgentes islâmicos.

Confrontos entre insurgentes islâmicos e tropas do governo se intensificaram nos últimos meses, apesar da reunião de um congresso de paz entre os principais clãs e facções na Somália. O país está em grave conflito, desde a queda do ditador Mohamed Siad Barre em 1991.

A resolução do conselho pediu que o secretário-geral Ban Ki-moon desenvolvesse, dentro de 30 dias, "um plano de contingência para o possível desembarque de uma operação de paz da ONU" para substituir tropas da UA.