Peruanos retiram mais corpos dos escombros após terremoto

REUTERS

PERU - Sobreviventes do devastador terremoto que atingiu o Peru lutavam por escassos suprimentos de comida e água neste sábado, dia 18, enquanto as equipes de resgate continuavam a retirar corpos dos escombros três dias após o tremor ter matado mais de 500 pessoas.

Uma série de tremores após o terremoto assustou os residentes das áreas costeiras mais atingidas ao sul da capital Lima, onde pessoas desesperadas pilhavam os veículos que carregam suprimentos de emergência e lojas atrás de comida e roupas.

- Os caminhões de emergência passam e a agonia de vê-los sem nos dar nada nos força a pará-los e para pegar o que precisamos - disse Reyna Macedo, de 60 anos e mãe de sete filhos, que perdeu sua casa na sexta-feira após o tremor de magnitude 8,0.

As vítimas do terremotos reclamam que as provisões de água e comida estão demorando a chegar, e acusam as lojas locais de elevar os preços para explorar a escassez.

A polícia e o Exército patrulham as áreas mais afetadas pelo terremoto -as cidade de Pisco, Ica e Chincha - e o presidente Alan García avisou que os saqueadores serão punidos.

Outros policiais e soldados foram mandados para as cidades neste sábado.

Mas de 33 mil famílias perderam suas casas no terremoto e cerca de mil pessoas ficaram feridas. Muitas das vítimas morreram após suas frágeis casas feitas de tijolos de barro desmoronarem.

O terremoto de quarta-feira foi um dos piores desastres naturais a atingir o país sul-americano no último século, destruindo estradas importantes e derrubando postes de eletricidade.

Em 1970, um terremoto matou um número estimado de 50 mil pessoas em avalanches de gelo e lama que soterraram a cidade de Yungay.