Peru: Militares patrulharão zona devastada para evitar saques

Agência AFP

PERU - As Forças Armadas vão se somar à polícia para patrulhar as localidades afetadas pelo terremoto no centro-sul do Peru, com ordem de reprimir "com energia" eventuais saques, anunciou o governo neste sábado.

"Com o propósito de prevenir os atos de pilhagem e vandalismo, o governo decidiu redobrar as medidas de segurança, com efetivos das Forças Armadas e da Polícia Nacional, nas cidades de Ica, Pisco, Chincha e Cañete", informou um comunicado assinado pela presidência do Conselho de Ministros.

"As forças da ordem atuarão com energia e de acordo com a lei, frente a qualquer ato que atente contra a tranqüilidade e a segurança pública", acrescentou a nota, que formaliza o envio de 1.000 militares à zona do desastre.

Os militares também vão vigiar a estrada Pan-Americana Sul, a única via de acesso à região, onde houve várias denúncias de saques e assaltos a veículos que levam ajuda humanitária.

O governo peruano pediu à população que mantenha a calma e a serenidade para facilitar a atenção aos milhares de desabrigados do terremoto da última quarta-feira, que deixou mais de 500 mortos e mais de 1.000 feridos.

Em Chincha, um grupo de pessoas tentou tomar de assalto o hospital, pensando que nesse local havia alimentos para os desabrigados, denunciou o diretor do centro de saúde, Jorge Barrera.

As rádios locais já divulgaram várias denúncias de moradores sobre pilhagens em casas por grupos armados, aproveitando a falta de energia elétrica que transformou em terra de ninguém Pisco e Chincha, onde muita gente está dormindo na rua.