Merkel anuncia grandes decisões para futuro da Alemanha

Agência EFE

ALEMANHA - O Gabinete ministerial alemão deve tomar na próxima semana decisões relevantes para o futuro da Alemanha nas próximas décadas, anunciou neste sábado a chanceler Angela Merkel.

A chefe do Governo alemão fez a declaração em seu habitual discurso televisivo dos sábados, citando a política energética, a defesa do meio ambiente, a luta contra o desemprego, a formação profissional e o envelhecimento da população como alguns dos assuntos prioritários de seu Governo.

A reunião de trabalho do Gabinete ministerial será realizada nos dias 23 e 24 de agosto, no palácio de Meseberg, nos arredores de Berlim.

- Não será discutido somente o programa do Governo para os dois anos restantes de mandato, mas os passos necessários para ter uma Alemanha preparada para o futuro nos próximos anos e décadas - disse Merkel em sua mensagem.

- Já conseguimos algumas coisas, mas sabemos que não podemos ficar parados - ressaltou a chanceler, analisando seus dois primeiros anos à frente do Governo alemão. - Vamos cuidar para que as bases da atual recuperação econômica sejam reforçadas - acrescentou.

A reunião em Meseberg tem também como objetivo harmonizar as políticas dos partidos que formam a coalizão no Governo: a União Democrata-Cristã (CDU), a União Social-Cristã (CSU, bávaro) e o Partido Social Democrata (SPD).

Nesse sentido, o ministro das Finanças alemão, o social-democrata Peer Steinbrück, solicitou a seu partido que não dirija ataques contra a chanceler, e reiterou a importância da reunião em Meseberg para uma discussão sobre conteúdo entre os grupos que fazem parte da coalizão.

Em declarações publicadas no jornal "Frankfurter Rundschau", Steinbrück critica seus correligionários por se lamentarem quanto à baixa popularidade do partido. Segundo ele, esta atitude prejudica a imagem da legenda frente aos eleitores.

- Devemos estar parecendo uns 'chorões' frente ao povo: temos um pouco de raiva da popularidade da chanceler, olhamos preocupados o fenômeno do Partido de Esquerda alemão, reclamamos que a globalização está nos prejudicando, embora a Alemanha se beneficie dela - afirma o ministro, criticando seus companheiros de partido.