Peru cede a exigências dos EUA para garantir aprovação de TLC

Agência EFE

LIMA - O presidente do Peru, Alan García, se comprometeu hoje a introduzir as mudanças legislativas pedidas pelos democratas americanos para que o Congresso dos Estados Unidos ratifique o Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre os dois países.

García se encontrou nesta segunda-feira no Palácio do Governo, em Lima, com o representante máximo da delegação de parlamentares americanos, o presidente do Comitê de Arbítrios da Câmara de Representantes, Charles Rangel.

García acredita que os congressistas democratas aprovarão o TLC.

- Os pedidos da nova maioria democrata coincidem claramente com o objetivo deste Governo - disse o presidente peruano.

Ele acrescentou que o tratado poderia supor "uma transformação de critérios no comércio mundial".

O TLC foi assinado em abril de 2006 pelos dois Governos, quando os republicanos ainda controlavam o Congresso americano e o presidente peruano era Alejandro Toledo (2001-2006).

Depois das últimas eleições americanas, a nova maioria democrata exigiu uma série de emendas ao acordo comercial encaminhadas. As exigências - já aceitas pelo Congresso peruano, em 27 de junho - pretendem proteger os direitos trabalhistas, ambientais e de propriedade intelectual.

A missão americana encabeçada por Rangel e integrada pelo presidente da Subcomissão de Comércio do Congresso, Sander Levin, entre outros parlamentares democratas, procura comprovar o grau de cumprimento dessas emendas.

- É um passo positivo, por isto temos certeza que os congressistas ratificarão este acordo em benefício de ambos os povos, pela afirmação da democracia, dos direitos humanos e pelo impulso ao desenvolvimento econômico e social - afirmou García.

Os legisladores americanos exigem a abolição do trabalho infantil, o respeito à liberdade de associação, o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva e a eliminação de toda forma de trabalho escravo, entre outras medidas.

Na semana passada, a Confederação Geral de Trabalhadores do Peru (CGTP) enviou um comunicado aos congressistas americanos advertindo que os direitos trabalhistas não são respeitados. Em resposta, a ministra peruana de Trabalho, Susana Pinilla, chamou os líderes da maior central sindical do país de "traidores da pátria".

A missão americana - que chegou a Lima no domingo - termina a visita ao Peru nesta terça-feira e deve se reunir com representantes sindicais e do setor empresarial.

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