ONU: Deportações de afegãos do Irã chega a 160 mil

REUTERS

BAGDÁ - O Irã deportou 160 mil afegãos que estariam vivendo ilegalmente no país desde abril, mas o ritmo de expulsões diminuiu "drasticamente" para cerca de 1.000 nos últimos dias, informou uma autoridade da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira.

Apesar de apelos do Afeganistão para conter as deportações, o Irã lançou uma grande campanha em 12 de abril para reunir trabalhadores afegãos ilegais e enviá-los de ônibus para sua terra natal. Eles são estimados em 1 milhão.

Mas Judy Cheng Hopkins, do alto comissariado da ONU para refugiados, disse que o número de pessoas retornando caiu desde que a agência de refugiados da entidade expressou preocupação, em maio, sobre a maneira como o processo de deportação é realizado.

- Este número foi reduzido drasticamente - disse ela em uma coletiva de imprensa em Teerã após visita ao Irã, Afeganistão e Paquistão.

- Talvez tenha havido pouco mais de mil deportados nos últimos dias - disse.

Após o vizinho Paquistão, o Irã recebe o maior número de afegãos que saíram de seu país durante três décadas de conflito, cerca de dois milhões de pessoas. Muitos trabalham nos setores de construção e de trabalho doméstico.

Mas o Irã diz que metade deles entrou ilegalmente e serão deportados. O governo afegão, que luta para combater a insurgência, pediu para o Irã suspender as repatriações por não ter recursos para assentá-los.

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