Álvaro Uribe completa um ano de seu segundo mandato na Colômbia

Agência EFE

BOGOTÁ - O presidente colombiano Álvaro Uribe completará nesta terça-feira o primeiro ano de seu segundo mandato, com altos índices de popularidade, mas também enfrentando graves problemas internos por causa da situação com paramilitares e guerrilhas.

Os problemas estão ligados ao chamado escândalo da "parapolítica", à suposta relação de políticos e congressistas aliados de Uribe com os paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que nos últimos três anos desmobilizaram mais de 31 mil combatentes.

Nos últimos meses, Uribe também tem enfrentado os apelos de uma parte da população que pede ao presidente que chegue a um acordo humanitário com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para acabar com o seqüestro de pelo menos 45 pessoas que o grupo pretende trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos.

A guerrilha, que além dos 45 "passíveis de troca", deve ter outros 700 seqüestrados, ordena a desmilitarização de dois municípios para negociar a troca, mas Uribe se nega a aceitar a exigência e oferece aos radicais uma "zona de encontro" para tratar da paz, depois da libertação dos seqüestrados e dos rebeldes.

O primeiro ano do segundo mandato de Uribe, além de atritos com o Equador por causa das fumigações dos cultivos de coca na fronteira, foi caracterizado pelo problema gerado pela assinatura de um Tratado de Livre-Comércio (TLC) com os Estados Unidos, apesar de a Colômbia ser considerada o principal aliado de Washington na região.

No entanto, de acordo com uma pesquisa de opinião divulgada nesta segunda-feira pela "Rádio Cadena Nacional" ("RCN"), Uribe mantém quase 76% de aprovação. Acredita-se que os fatores que influenciam no bom resultado é o crescimento econômico de 8% no primeiro trimestre deste ano, e a imagem de firmeza e de honestidade que o presidente passa para a população.

A pesquisa foi realizada em Bogotá, Medellín, Cali, Barranquilla e Bucaramanga, entre 600 pessoas maiores de 18 anos. Do total, 49,13% de colombianos disseram que concederiam um terceiro mandato presidencial ao atual governante.

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