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Justiça francesa aperta cerco a ex-premier por conspiração

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Agência EFE

PARIS - A Justiça francesa tem apertado o cerco em torno do ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin, por suposto envolvimento - que ele nega - em uma trama fracassada para tentar impedir a chegada à Presidência do atual ocupante do cargo, Nicolas Sarkozy. A conspiração teria acontecido há pouco mais de três anos e foi batizada pela imprensa como o "caso Clearstream", em alusão à empresa de Luxemburgo cujos extratos de contas bancárias foram falsificados para acusar de corrupção industriais e políticos franceses, inclusive o atual presidente.

Após as buscas realizadas nesta sexta-feira em seu escritório no anexo do Ministério de Assuntos Exteriores e em sua casa de Paris, na véspera, Villepin pode ser intimado ainda este mês. Considera-se muito provável a acusação contra ele por "cumplicidade em denúncia caluniosa", segundo o jornal "Le Figaro".

Entre os documentos que os juízes Jean-Marie d'Huy e Henri Pons levaram em uma mala da casa de Villepin, onde passaram mais de seis horas na quinta-feira, havia dois classificados como "segredo da defesa". Do escritório do ex-primeiro-ministro, onde passaram outras seis horas, os juízes saíram com outra mala e um caixa de documentos.

Trata-se da primeira vez na história da V República que um ex-primeiro-ministro é alvo de um busca em sua casa. Villepin interrompeu as férias e voltou na noite de quinta-feira à capital, onde acompanhou as buscas em seu escritório. Os documentos que os juízes já tinham em seu poder fazem supor que Villepin pode ter participado do "caso Clearstream".