OMC pede que China flexibilize importação de produtos agrícolas

Agência EFE

PEQUIM - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, se reuniu em Pequim com o ministro das Finanças chinês, Jin Renqing, a quem pediu políticas mais flexíveis na importação de produtos agrícolas, a fim de acelerar a Rodada de Doha.

Lamy pediu à China que participe de forma mais ativa nas negociações e coopere mais estreitamente com os Estados Unidos e a União Européia, segundo informou nesta terça-feira a agência estatal de notícias Xinhua. A rodada, lembrou, está bloqueada em temas como os subsídios agrícolas e a redução de tarifas no setor.

Em seu encontro com Jin, Lamy também ressaltou sua preocupação com as dificuldades de acesso que a China impõe a certos produtos não agrícolas.

O ministro chinês pediu por menor pressão da OMC, já que a China, com a maior população rural do mundo (900 milhões de camponeses), tem mostrado flexibilidade, reduzindo tarifas em produtos do setor primário. Ele ministro mencionou o caso de produtos agrícolas, em que a alíquota baixou de 54% em 2001 para 15,3% hoje.

Jin destacou o compromisso da China com a OMC desde sua entrada na organização, em dezembro de 2001, abrindo paulatinamente seus mercados em diversos setores. E acrescentou que os países em desenvolvimento devem liderar as conversas de Doha, por isso continuará seus contatos para buscar apoios.

Lamy chegou à China no dia 17 para uma visita oficial de quatro dias. Ele se reunirá com representantes de comércio, finanças, agricultura, propriedade intelectual e bancos.

O diretor da OMC afirmou, antes da viagem, que sua intenção era avisar aos líderes chineses que os países em desenvolvimento devem desobstruir as conversas.

Segundo Lamy, é possível fechar um pacto global entre o fim deste ano e o início de 2008. Ele previu um acordo provisório sobre agricultura, o assunto mais complicado da rodada, no fim de julho.

A Rodada de Doha começou a ser negociada na OMC em 2001.