Dados apontam aumento número de refugiados no mundo

Agência JB

RIO - Dados do relatório global do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), divulgado divulgados nesta terça-feira, em Genebra, apontam um dado estarrecedor. Aproximadamente 10 milhões de pessoas vivem refugiadas no mundo.

No Brasil, são cerca de 3.400 pessoas. Os africanos constituem o maior grupo de refugiados, mas o que mais cresce é o de colombianos: 300%, entre 2004 e 2006. O Brasil foi o primeiro país do Cone Sul a ratificar a Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados (em 1960). Em 1997, o Brasil ratificou a primeira lei nacional de refúgio na região, segundo a Acnur. Atualmente, implementa o programa de Reassentamento Solidário, que oferece soluções para os refugiados com problemas de segurança e integração no primeiro país de asilo.

Além dos refugiados, há os deslocados internos, aqueles que deixaram suas casas por ameaças à segurança, mas ficaram no mesmo país (não cruzaram fronteiras internacionalmente reconhecidas). Até o fim de 2006, o número de deslocados sob proteção e assistência do Acnur atingiu cerca de 13 milhões, quase o dobro do ano anterior.

A ONU aponta os distúrbios ocorridos no Iraque desde a invasão dos Estados Unidos como uma das causas da elevação de deslocamentos no mundo. Até o final de 2006, mais de 1,5 milhão de iraquianos haviam solicitado refúgio em outros países, principalmente na Síria e Jordânia.

O relatório mostra, porém, que o maior grupo de refugiados não é de iraquianos, mas de afegãos (2,1 milhões). Também há um grande número de refugiados do Sudão (686 mil), Somália (460 mil), República Democrática do Congo e Burundi (cerca de 400 mil cada). As estatísticas não incluem os cerca de 4,3 milhões de refugiados palestinos, pois estes são assistidos pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA).