Chávez diz que plano dos EUA é sabotar a Copa América

Agência EFE

VENEZUELA - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta terça-feira que o plano do império americano e da extrema direita contra ele tem como próximos alvos o transporte público e a Copa América de futebol, que começará na próxima semana em seu país.

Um dia após insistir que o plano de desestabilização já incluiu manifestações universitárias e prevê um pronunciamento militar, Chávez disse nesta terça-feira que seus adversários estão tentando montar uma nova ofensiva.

- O fogo lento dos conspiradores apagou, mas estão tentando acender de novo, com uma atitude apátrida, pensando na Copa América - disse o presidente à emissora estatal de televisão VTV.

Além disso, Chávez disse que alguns dirigentes estudantis, de maneira desesperada, associados a um grupo de jornalistas, estão organizando uma manifestação na próxima semana, durante a abertura da Copa América.

- Por trás deles estão a mão do império e a extrema direita venezuelana. Mas não poderão desestabilizar o Governo. Apelo ao povo sério e honesto da Venezuela para que bloqueie o plano do império e da extrema direita - discursou.

- Agora querem sabotar a Copa América. Não conseguirão. Convoco todos a estar alertas e a ocupar cada qual seu posto na batalha pela Venezuela - acrescentou.

Em declarações à mesma emissora, Chávez sustentou ontem à noite que a estratégia de seus adversários é encorajar movimentos buscando a condenação internacional, para tentar levar a um cenário de desestabilização política nacional.

Para isso, insistiu, tentam gerar rejeição nos setores militares contra o Governo. Mas felizmente há muita solidez nas Forças Armadas, garantiu.

Chávez atribuiu tudo, como em outras oportunidades, ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que acusou de agir por vingança, ou simplesmente para continuar seu plano de dominação. E acrescentou que há muitas evidências das suas acusações, que porém não revelou.

Bush, acrescentou que só tem mais um ano e meio no poder e vai sair pela porta traseira da história e, como diz Fidel Castro, é uma máquina de matar, capaz de qualquer coisa.

O ministro do Interior, Pedro Carreño, disse que para garantir a segurança durante a Copa América todas as manifestações em locais próximos a estádios, aeroportos, estradas e hotéis estão proibidas.

- A Fifa estabeleceu um perímetro de segurança e nós vamos cumprir com as normas, adequadas à realidade venezuelana sem distorções - explicou.