Caminhão-bomba explode matando 75 pessoas em ofensiva contra rebeldes

Agência EFE

BAGDÁ - Um caminhão-bomba explodiu nesta terça-feira no centro de Bagdá e matou 75 pessoas, no mesmo dia em que cerca de dez mil soldados iraquianos e americanos lançaram uma grande ofensiva contra a insurgência na província de Diyala.

O atentado teve como alvo a praça Khilani, no centro da capital, e também deixou 130 feridos, segundo o último balanço de vítimas.

Fontes policiais disseram que o caminhão, da marca Mercedes, levava uma tonelada de explosivos.

A explosão provocou grandes danos na mesquita xiita de Khilani, próxima ao local.

No entanto, não está claro se o templo era o alvo do atentado.

Entre as vítimas estão várias mulheres e crianças.

As fontes acrescentaram que a explosão deixou também 15 veículos incendiados e danos em várias lojas da região.

O atentado aconteceu horas depois do anúncio de uma grande ofensiva militar iraquiano-americana contra a insurgência na província de Diyala, situada entre Bagdá e a fronteira com o Irã.

Na ofensiva, os soldados mataram pelo menos 22 supostos insurgentes, segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira pelo comando americano.

- Os relatórios preliminares dizem que 22 terroristas supostamente vinculados com a Al Qaeda morreram nas operações - afirmou o comunicado, que não especificou se houve baixas entre as forças iraquiano-americanas.

Segundo a nota, as tropas contam com o reforço de helicópteros de combate nas principais operações, que começaram nesta terça-feira ao amanhecer em Baquba, situada na província de Diyala, 65 quilômetros a nordeste de Bagdá.

Esta ofensiva ocorre um dia depois da que as tropas britânicas lançaram contra os rebeldes xiitas da milícia Exército Mehdi, leal ao clérigo Moqtada al-Sadr, na localidade de Amara (sul).

O Ministério do Interior do Iraque anunciou nesta terça-feira a morte de cinco soldados iraquianos esta manhã depois que um comboio do Exército caiu em uma emboscada de rebeldes em Hibhib, perto de Baquba, que também deixou 16 soldados feridos e cinco veículos carbonizados.

A fonte acrescentou que as vítimas eram peshmergas (combatentes curdos) que foram enviados à região para ajudar na grande ofensiva realizada contra a insurgência.

Baquba se transformou em um dos lugares mais perigosos para as tropas americanas e iraquianas e faz parte do autoproclamado Emirado Islâmico criado no ano passado pelo Exército Islâmico no Iraque.

Muitos insurgentes da província de maioria sunita de Anbar (oeste) foram para Diyala fugindo da campanha lançada pela coalizão de chefes tribais para acabar com os militantes da Al Qaeda no local.

Segundo fontes militares americanas, Diyala é o centro de atividades da maioria dos insurgentes na guerra contra o Governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, respaldado pelos Estados Unidos.

Segundo fontes militares iraquianas, a intensificação da campanha contra os xiitas e os rebeldes vinculados à Al Qaeda coincide com o deslocamento de um novo contingente de soldados americanos no Iraque, que supera os 28 mil soldados. Estes vão se somar aos 150 mil já presentes no país.

Este aumento sem precedentes das operações militares ocorre ao mesmo tempo em que relatórios apontam que os Estados Unidos procuram uma grande vitória militar no Iraque antes de iniciar a retirada das tropas do país.