Peru nega que Machu Picchu corra perigo de deterioração

Agência EFE

LIMA - As autoridades peruanas negaram nesta quinta-feira que a cidade inca de Machu Picchu esteja em perigo de degradação diante da grande afluência de turistas, como afirmou ontem o Fundo Mundial de Monumentos.

O chefe do Instituto Nacional de Cultura (INC) no departamento de Cuzco, Jorge Zegarra, disse que existe um estrito controle dos visitantes que visitam a cidadela e que chegam a ser de 2.000 a 2.500 por dia.

- Estamos tomando cuidados para que não exista uma sobrecarga - declarou Zegarra à agência oficial 'Andina' e afirmou que a conservação é controlada com um Plano Mestre elaborado pela Direção Regional do INC.

- É uma tarefa permanente', disse ao especificar que existem programas de conservação e restauração que contam com recursos econômicos 'muito consideráveis.

O funcionário também afirmou que o Peru assinará um documento com a China para trabalhar em conjunto para a promoção da Grande Muralha e Machu Picchu no concurso das Sete Novas Maravilhas do Mundo.

O Fundo Mundial de Monumentos informou ontem em Nova York que o Peru é o país latino-americano com maior patrimônio histórico ameaçado de degradação.

Os conflitos políticos e armados, a urbanização descontrolada, problemas relacionados ao desenvolvimento e a mudança climática são os fenômenos identificados pela entidade como as principais causas da deterioração do patrimônio monumental no mundo.