Morre mulher que tentou ser reconhecida como filha de Perón

Agência EFE

BUENOS AIRES - Martha Holgado, que ganhou fama por afirmar ser filha do general e ex-presidente da Argentina Juan Domingo Perón, morreu aos 72 anos, depois de lutar por 15 anos, sem sucesso, para ser reconhecida como filha do fundador do peronismo.

O falecimento de Holgado foi confirmado hoje por Alfredo Péculo, dono da empresa de serviços fúnebres contratada para velar o cadáver da mulher.

Péculo, um antigo dirigente do Partido Justicialista (peronista), fundado por Perón em 1946, declarou que desconhece as causas do falecimento de Holgado, e que não sabe quando será realizado seu funeral.

Holgado dizia ser fruto de uma relação extraconjugal de Perón com sua mãe, quando o general estava casado com María Tizón, sua primeira esposa.

Mas no ano passado, uma investigação judicial determinou que Holgado não era filha de Perón, decisão que encerrou a ação de "reconhecimento de filiação' que havia sido iniciada pela mulher em 1992.

Depois de uma batalha judicial com a viúva de Perón, a ex-presidente María Estela Martínez, o estudo genético, que comparou mostras de restos ósseos do general com o sangue de Holgado, determinou que a mulher não é filha do ex-presidente argentino.

Resultado semelhante foi apresentado pelas análises encomendadas por María Estela Martínez, que sucedeu Perón na Presidência argentina após o seu falecimento, em 1º de julho 1974, e governou o país até o dia 24 de março de 1976, quando foi derrubada por um golpe militar.

Em fevereiro, Holgado afirmou que o estudo genético, feito por um laboratório do Reino Unido, não conseguiu estabelecer seu parentesco com Perón porque os restos do general estavam altamente contaminados com formol.