Líderes do G8 tentam aproximação em cúpula marcada por protestos

Agência EFE

ALEMANHA - Os líderes dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia (G8) tentam nesta quinta-feira aproximar suas posições em assuntos como a luta contra a mudança climática, no primeiro dia de sessões da cúpula, que está sendo marcada pelos protestos.

Após o jantar informal de quarta-feira, a atividade começa às 5h (de Brasília). Serão quatro sessões e várias reuniões bilaterais. Um dos temas mais importantes deverá ser a polêmica com a Rússia criada pelo escudo antimísseis americano.

Na área de mudança climática, a Casa Branca reafirmou na quarta-feira sua oposição a um compromisso com números sobre redução de emissões de gases. Mas o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, acredita em avanços.

Segundo Barroso, a cúpula será um sucesso se levar a um acordo sobre a necessidade de estabelecer metas globais para a redução de emissões poluentes. Porém, os números concretos terão que esperar até 2009, num acordo negociado na ONU.

Mesmo fora da agenda oficial do G8, duas questões importantes serão discutidas: a ameaça do presidente russo, Vladimir Putin, de apontar mísseis nucleares para a Europa como resposta ao escudo antimísseis americano e a firme oposição russa ao projeto de dar uma independência tutelada à região sérvia do Kosovo.

Putin terá hoje uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Ele falará aberta e diretamente e buscará absoluta clareza, segundo o assessor de Relações Exteriores do Kremlin, Serguei Prichodko.

A cúpula propriamente dita do G8 terá seu ponto alto hoje, já que a sessão de amanhã será dedicada a uma reunião com um grupo de países africanos e outra com o G5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul).

A anfitriã da reunião, a chanceler federal alemã Angela Merkel, disse na quarta-feira antes do jantar informal que espera um diálogo construtivo.

Longe das reuniões em Heiligendamm, é grande a possibilidade de novos incidentes como os de ontem. Cerca de 10 mil manifestantes bloquearam o acesso rodoviário ao local da cúpula e protestaram junto à cerca de segurança de 12 quilômetros em torno do balneário, que ficou isolado. Só foi possível chegar por helicóptero ou barco.

No fim da tarde, a Polícia dispersou os manifestantes com jatos d'água e gases.