Zapatero rejeita antecipar eleições por ETA ter rompido cessar-fogo

Agência EFE

MADRI - O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, rejeitou nesta quarta-feira que a ruptura do cessar-fogo pela organização terrorista basca ETA causará a antecipação das eleições gerais previstas para março de 2008.

Em entrevista coletiva conjunta com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, de visita em Madri, Zapatero afirmou que responderá ao novo cenário após a ETA ter rompido a trégua apoiando-se em três princípios: 'firmeza, unidade e inteligência'.

O chefe do Executivo espanhol acrescentou que estes três princípios 'estiveram presentes e estão presentes no que deve ser uma política antiterrorista.

- Firmeza perante qualquer ameaça ou ação violenta, unidade das forças políticas, e inteligência para ganhar cada vez mais adeptos dispostos a lutar pela paz no País Basco - disse Zapatero.

O presidente do Governo espanhol pediu à principal força da oposição, o conservador Partido Popular (PP), que apóie o Executivo no novo cenário, como Zapatero fez quando era liderava a oposição e propôs o Pacto Antiterrorista.

Nos últimos meses, o PP fez duras críticas ao Governo quanto à política a ser adotada com relação à ETA.

- Eu gostaria de que todos os grupos apoiassem o Governo incondicionalmente, como eu fiz - ressaltou Zapatero, acrescentando que 'os espanhóis não admitem o jogo partidário na política em relação ao terrorismo'.

O presidente do Governo e o líder da oposição conservadora, Mariano Rajoy, presidente do PP, se reunirão na segunda-feira no Palácio da Moncloa, sede governamental, para analisar a situação quanto à ETA.