Zapatero promete combater a ETA da mesma forma que buscou a paz

Agência EFE

MADRI - O chefe de Governo espanhol, José Luis Zapatero, afirmou nesta quarta-feira que combaterá as ameaças de violência da organização terrorista basca ETA com 'a mesma firmeza e determinação' e com os mesmos princípios com que buscou a paz.

Num discurso no Senado, Zapatero afirmou que se apoiará 'no Estado de direito, na Constituição e na lei' para enfrentar a organização, que ontem declarou terminado o cessar-fogo permanente declarado em 22 de março de 2006.

O governante respondeu assim a uma pergunta do senador do conservador Partido Popular (PP) Pio García Escudero. O líder oposicionista pediu uma retificação da política antiterrorista mantida até o momento.

Como havia feito na última terça-feira, em sua primeira reação ao comunicado no qual a ETA declarou o fim do cessar-fogo, Zapatero pediu a unidade dos partidos políticos democráticos contra o terrorismo.

O chefe do Executivo acrescentou que defenderá a democracia 'com mais ou menos ajuda', em referência à falta de apoio do PP. Ele ressaltou que neste momento 'o que menos importa são os partidos políticos'.

- O que mais me importa são os espanhóis, sua segurança e sua liberdade, disse.

Zapatero reafirmou que sua prioridade tem sido acabar com a violência terrorista, objetivo de todos os Governos democráticos. E lembrou que essa tem sido a atitude do Partido Socialista (PSOE).

Seu partido, afirmou deu 'pleno apoio' a todos os Governos na luta contra o terrorismo.

À meia-noite na Espanha (19h de terça-feira, em Brasília), terminou oficialmente a trégua de 14 meses anunciada pela ETA, que a partir de agora voltará a atuar 'em todas as frentes', por considerar que 'não há condições mínimas' de um processo de negociação com o Governo.

Zapatero fez uma declaração institucional na qual pediu a unidade de todos os partidos políticos. O presidente do PP, Mariano Rajoy, respondeu com um pedido ao Governo de reconhecer seu erro de tentar negociar com a ETA.

Rajoy pediu ao presidente do Governo uma retificação pública e sem 'nenhum tipo de ambigüidade' para deixar claro que 'não haverá nenhuma cessão nem nenhuma negociação' com a ETA.