Sunitas acusa tropas dos EUA de matar dois homens a sangue frio

Agência EFE

BAGDÁ - A Organização de Ulemás do Iraque (OUI), a mais importante instituição religiosa sunita do país, acusou nesta quarta-feira às tropas americanas de ter assassinado a sangue frio ontem à noite dois homens no oeste de Bagdá.

- As forças de ocupação norte-americanas executaram nas últimas horas de ontem Sermed Yassin Farhan, de 45 anos, e seu pai de 75 anos, dentro de sua casa, no bairro de Al-Yamea - diz um comunicado.

Segundo a versão da OUI, os soldados mataram o idoso quando ele tentava impedir e saber a causa da detenção de seu filho, que posteriormente teria sido morto pelos militares.

A OUI assinalou que as forças americanas, com este assassinato, "cometeram uma flagrante violação aos direitos humanos, que elas anunciaram defender quando invadiram o Iraque', em março de 2003.

- A história registrará este tipo de crimes, que se são esquecidos representarão uma mancha de desonra na testa da suposta democracia americana - conclui a nota.

O comando americano, por sua vez, até agora não emitiu nenhum comentário sobre o incidente.

A Polícia iraquiana encontrou sete cadáveres de pessoas torturadas e assassinadas a tiros perto da cidade de Faluja, 55 quilômetros ao oeste de Bagdá.

Em outra ação de violência, quatro civis ficaram feridos pela explosão de bombas em algumas casas do bairro de Nazal, no sul de Faluja.