Rússia explicará sua posição sobre Tratado de Armas Convencionais

Agência EFE

RÚSSIA - O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, disse nesta quarta-feira que a Rússia não vai discutir a sua retirada do Tratado sobre Forças e Armas Convencionais na Europa (Face) em sua conferência extraordinária de Viena, na próxima semana.

"O assunto não entrará em pauta na conferência, que servirá para voltarmos a expor nossas preocupações", disse Lavrov à imprensa russa a bordo do avião no qual retornava a Moscou, depois de uma viagem a Seul, segundo a agência "Interfax".

Ele acrescentou que na conferência em Viena, de 12 a 15 de junho, a Rússia vai explicar a sua ameaça de suspender ou até abandonar o tratado e iuvir os argumentos dos países ocidentais.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou no fim de abril a possível suspensão do Face por parte da Rússia em protesto contra o plano dos Estados Unidos de instalar um escudo antimísseis na Europa oriental. Mais tarde, o Governo russo anunciou um prazo de um ano para estudar o assunto.

Putin observou que a Rússia cumpre estritamente as suas limitações, mas a maioria dos países ocidentais se nega a ratificar o acordo.

Lavrov considerou "artificial" e "política" a exigência ocidental de que a Rússia cumpra seu compromisso de retirar suas bases militares e tropas da Geórgia e Moldávia, como condição para que os outros países ratifiquem o Face.

A missão da Otan em Moscou reiterou ontem que as cláusulas não prevêem a retirada unilateral de um país do tratado. Assim, o seu abandono pela Rússia represetnaria uma "violação" direta dos seus termos.

O Face, assinado em 1990 e adaptado em 1999 após o desaparecimento do Pacto de Varsóvia, limita o posicionamento das armas pesadas e forças convencionais do Atlântico até os Urais, e é considerado fundamental para a segurança européia.

Os EUA anunciaram ontem que na conferência de Viena tentarão resgatar o tratado com um plano, ainda não discutido com a Rússia.