ONG exige que G8 faça investimentos em saúde pública na África

Agência EFE

ROSTOCK - A organização Intermón Oxfam montou nesta quarta-feira em Rostock oito bonecos representando os rostos de chefes de Estado e de Governo do G8 (sete países mais industrializadas mais a Rússia), vestidos como médicos para protestar contra a escassez de profissionais de saúde na África.

O protesto, que coincide com o início da cúpula do G8, alertou para o fato de que, apesar de a África ter 13% da população mundial, só dispõe de 1,3% dos médicos e enfermeiros.

O porto de Rostock foi o cenário escolhido para o protesto, onde as máscaras de Shinzo Abe, Tony Blair, George W. Bush, Stephen Harper, Angela Merkel, Romano Prodi, Vladimir Putin e Nicolas Sarkozy auscultaram o continente africano com estetoscópios.

A porta-voz da Intermón Oxfam, Pilar Orenes, destacou a urgência da crise de saúde africana e disse que, para romper o círculo vicioso da pobreza e dos problemas de saúde, é necessário um serviço público 'forte e gratuito'.

- Isto significa criar clínicas e hospitais bem equipados, com médicos e enfermeiras bem formados, com um salário decente tanto nas zonas urbanas quanto nas rurais da África - argumentou.

Para Orenes, é fundamental que os países do G8 aumentem as ajudas à África que devem ser 'previsíveis e a longo prazo'.

- O Governo alemão deve utilizar sua liderança no G8 para fazer com que cada país em desenvolvimento tenha um plano de saúde, que identifique as necessidades de pessoal e de investimento para estabelecer um serviço nacional de saúde pública - exigiu Orenes.