Barak sairá do Governo se for eleito líder dos trabalhistas em Israel

Agência EFE

JERUSALÉM - O ex-primeiro-ministro israelense e candidato a líder do Partido Trabalhista, Ehud Barak, assegurou nesta quarta-feira que se vencer as primárias do próximo dia 12 tirará a legenda da coalizão governista que sustenta Ehud Olmert.

- As conclusões preliminares da Comissão Winograd são duras: o primeiro-ministro, Ehud Olmert, deve renunciar e, se não o fizer até a publicação do relatório final, agiremos para sair do Governo - disse Barak em Tel Aviv.

A Comissão Winograd estuda o papel do Governo e do Exército israelenses na guerra contra a milícia xiita libanesa Hisbolá, em julho e agosto de 2006.

Um relatório preliminar publicado em maio apontou Olmert como principal responsável pelos erros cometidos na gestão do conflito.

Barak, que disputa a liderança do partido com Ami Ayalon, afirmou que, se vencer as primárias, recomendará ao Comitê Central do Partido Trabalhista sair do Governo israelense para forçar 'a criação de outro' gabinete não dirigido por Olmert, ou 'a realização de eleições antecipadas'.

Tudo isso deve ocorrer antes que a Comissão Winograd apresente o relatório final, entre julho e agosto próximos.

Barak convocou uma entrevista coletiva com o deputado Ophir Pines-Paz, um dos três candidatos que caíram no primeiro turno das primárias na semana passada, e que nesta quarta-feira expressou seu apoio publicamente, ao garantir que exigirá a renúncia de Olmert.

A postura de Barak contrasta com a que ele tinha semanas atrás, quando dizia que Olmert devia renunciar, mas que estaria disposto a ser ministro da Defesa interinamente.

Já Ayalon, aliado com atual líder trabalhista e ministro da Defesa, Amir Peretz, outro derrotado no primeiro turno e que defende a permanência do partido no Governo, mudou a promessa inicial de abandonar a coalizão imediatamente e agora disse que deixará a decisão nas mãos da executiva do Partido.