Israel estudará possibilidade de iniciar negociações com a Síria

Agência EFE

JERUSALÉM - O gabinete para Assuntos Políticos e de Segurança de Israel deve analisar amanhã, quarta-feira, em sua reunião semanal a possibilidade de retomar as negociações de paz com a Síria, segundo fontes governamentais israelenses.

- O gabinete de segurança tem na agenda a questão da Síria... Não há uma razão específica, mas será o tema central da reunião - declarou Miri Eisin, porta-voz do primeiro-ministro, Ehud Olmert.

O diálogo político com a Síria está interrompido desde 1999 e nos últimos dias foram reveladas declarações de políticos sírios sobre a possibilidade de Damasco estar se preparando para uma guerra.

O chefe de Informações do Exército israelense, general Amos Yadlin, declarou nesta terça-feira perante a Comissão parlamentar para Assuntos de Defesa e do Exterior que o fato de que um deputado sírio tenha afirmado hoje que Damasco se prepara para uma guerra não significa necessariamente que vá iniciá-la.

Além disso, o ministro da Defesa, Amir Peretz, disse nesta terça-feira que Israel não conta com informações que apontem que a Síria esteja interessada em uma guerra.

Israel leva em conta essa possibilidade desde o final de 2006, quando o presidente Bashar al-Assad advertiu, em declarações a um meio de imprensa, que não descarta uma solução militar para conseguir a devolução das Colinas de Golã, conquistada militarmente e ocupada por Israel há 40 anos, durante a Guerra dos Seis Dias.

O Estado Judeu teme que um processo negociador com a Síria para resolver a questão das Colinas de Golã e alcançar um tratado de paz com o país prejudique suas relações com os Estados Unidos.

Assim indicam nesta terça-feira vários assessores do primeiro-ministro israelense ao jornal 'Haaretz', no meio de uma escalada verbal sobre a possibilidade de uma nova guerra com a Síria no segundo semestre.

Uma das fontes revela que a possibilidade de negociar com a Síria não está na agenda de trabalho que Olmert levará a Washington no dia 19 para o encontro com o presidente George W. Bush.

O jornal informa que o novo chefe do Exército, tenente-general Gaby Ashkenazi, recomendou ao primeiro-ministro a opção diplomática, e que este a estuda, aparentemente, através de uma terceira parte.