Cheney considera condenação de ex-assessor uma 'tragédia'

Agência EFE

WASHINGTON - O vice-presidente americano, Dick Cheney, qualificou nesta terça-feira de 'tragédia' a notícia de que seu ex-assessor e 'amigo' Lewis Libby foi condenado a 30 meses de prisão por mentir em um caso relacionado com a identidade de uma espiã da CIA.

- Pessoalmente, Lynne e eu estamos profundamente tristes por esta tragédia e as conseqüências sobre sua mulher, Harriet, e seus filhos - afirmou o vice-presidente em comunicado.

Libby foi acusado em março de mentir a um júri sobre suas conversas com jornalistas sobre a identidade da ex-espiã da CIA Valerie Plame, cujo nome foi publicado pela imprensa em julho de 2003, depois que seu marido acusou Washington de usar argumentos falsos para justificar a Guerra do Iraque.

Cheney elogiou seu ex-chefe de gabinete e homem de confiança, descrevendo-o como uma pessoa que 'dedicou grande parte de sua vida ao serviço público no Departamento de Estado, no Departamento de Defesa e na Casa Branca'.

- Em cada um desses postos serviu à nação incansavelmente e com grande distinção - ressaltou o vice-presidente, que disse ter 'muita confiança' em Libby tanto quando era secretário de Defesa como em seu atual cargo.

Cheney disse considerar o ex-alto funcionário um homem 'de máximo intelecto, critério e integridade pessoal, um homem comprometido completamente com a proteção dos interesses de segurança vitais dos Estados Unidos e de seus cidadãos'.

Espera-se que Libby apele da sentença em uma audiência prevista para a próxima semana.