Juiz retira acusações contra prisioneiro canadense em Guantánamo

Agência EFE

WASHINGTON - Um juiz militar retirou todos as acusações apresentadas contra o prisioneiro canadense Omar Khadr, que está base dos Estados Unidos em Guantánamo, informaram nesta segunda-feira fontes judiciais.

Khadr, um canadense que tinha 15 anos quando as forças americanas o capturaram no Afeganistão, era acusado de violação das leis de guerra, apoio ao terrorismo e conspiração.

O juiz militar, o tenente-coronel Peter Brownback, disse que o caso está fora da jurisdição do sistema de tribunais militares.

Recentemente, Khadr e Salim Ahmed Hamedan, um iemenita de 36 anos, impugnaram a legalidade das comissões militares para julgá-los. Khadr era classificado desde 2004 como um inimigo combatente por um painel militar na base americana de Guantánamo.

No ano passado, o presidente americano, George W. Bush, sancionou a Lei de Tratamento de Detidos pela qual apenas os 'combatentes inimigos ilegais' podem ser julgados por tribunais em Guantánamo.

Para o juiz, Khadr não cumpre essa definição, por isso 'as acusações foram retiradas sem prejuízo algum', disse Brownback.