Aiatolá Khamenei: Irã não pretende implorar por direito nuclear

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TEERÃ - O Irã não vai implorar às potências do mundo pelo direito de desenvolver tecnologia nuclear e já mostrou que não cederá para proteger tais direitos, afirmou na segunda-feira o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

As declarações da mais alta autoridade da República Islâmica foram feitas dois dias antes de uma reunião do G8 na Alemanha, onde os países mais industrializados do mundo devem discutir o impasse sobre o programa nuclear iraniano.

Os países exigem que o Irã suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio, um processo que, segundo as potências, o Irã está dominando para poder construir bombas atômicas. Teerã insiste que seus planos são unicamente voltados a objetivos civis e recusa-se a interromper o enriquecimento.

- Vocês acham que a nação iraniana vai implorar para conquistar seus direitos nucleares? Não, este não é o espírito de uma nação livre e independente, disse Khamenei em discurso televisionado.

A agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), a AIEA, afirma que o Irã ainda precisa esclarecer dúvidas sobre seus planos antes que seu programa atômico possa ser liberado.

- O mundo aprendeu...que um iraniano nunca vai deixar o campo do perigo quando está defendendo seus direitos, disse Khamenei, em comentários para marcar o aniversário de morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica que morreu em 1989.

Desde dezembro, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) já impôs duas sérias de sanções contra o Irã por não suspender o enriquecimento. Chanceleres do G8 afirmaram na semana passada que o Irã poderá enfrentar mais sanções caso não interrompa as atividades nucleares.