Putin volta a expressar condolências à viúva de Yeltsin

Agência EFE

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, voltou a expressar condolências nesta sexta-feira a Naina Yeltsina, a viúva do ex-presidente Boris Yeltsin, que morreu de enfarte em 23 de abril.

- Não é habitual ver a casa sem Boris Nikolaievitch (patronímico de Yeltsin). É como se estivesse vazia. Estou acostumado a que, quando estávamos aqui, ele sempre estivesse conosco - disse Putin durante o encontro com a viúva na residência dela, perto de Moscou.

Naina respondeu: 'Ele está conosco hoje'. Ela reconheceu que, sem o apoio recebido após a morte do marido, 'poderia ter perdido a cabeça'.

Seguindo a tradição, centenas de moscovitas foram nesta sexta-feira ao cemitério de figuras ilustres de Novodievitchie a depositar flores no túmulo de Yeltsin, quando se completam 40 dias do falecimento.

Segundo a Igreja Ortodoxa Russa, a alma do morto abandona o corpo 40 dias após a morte física.

Entre os que prestaram homenagem a Yeltsin nesta sexta-feira estavam, além da viúva, filhas e netos, o ex-primeiro-ministro russo Viktor Tchernomirdin e o ex-presidente da Ucrânia Leonid Kuchma.

O Patriarca da Igreja Ortodoxa, Aleixo II, celebrou nesta sexta-feira uma missa em memória ao primeiro presidente democraticamente eleito da história da Rússia.

Segundo fontes próximas à família, Yeltsin, de 76 anos, se sentiu mal após uma recente visita a lugares santos na Jordânia. Ele morreu de uma progressiva insuficiência cardiovascular generalizada.

Putin, a quem Yeltsin entregou o poder após renunciar em 31 de dezembro de 1999, qualificou certa vez a dissolução da URSS, à qual ele contribuiu diretamente, como 'a maior catástrofe geopolítica do século XX'.