Grupo tribal indiano mantém protestos após 23 mortes no Rajastão

Agência EFE

NOVA DÉLHI - A região do Rajastão, no noroeste da Índia, continua nesta sexta-feira isolada do resto do país, pelo quarto dia consecutivo, devido aos protestos de uma comunidade tribal, que cortou estradas e ferrovias, numa onda de distúrbios que já causou 23 mortes.

A comunidade dos Gujjar está mobilizada desde terça-feira para reivindicar a qualificação oficial de 'tribo', que garante uma série de benefícios. Os seus membros retomaram hoje os protestos, depois do fracasso das conversas de ontem à noite com as autoridades, informou a agência indiana 'Ians'.

A tensão na zona aumentou quando outra tribo, a dos Meena, única reconhecida oficialmente no Rajastão, rejeitou as reivindicações dos Gujjar. A divergência gerou confrontos entre as duas comunidades em vários locais, informou a emissora de televisão 'CNN-IBN'.

Segundo a emissora, um membro dos Meena foi morto hoje a tiros por vários desconhecidos no distrito de Karoli. Assim, chegam a 23 as mortes em quatro dias de distúrbios. Outros órgãos da imprensa indiana falam de 18 a 22 vítimas mortais. O Governo de Rajastão decidiu não oferecer números oficiais, segundo a 'Ians'.

Representantes dos Gujjar e do Governo regional devem retomar nesta sexta-feira as conversas sobre a situação da comunidade tribal.