EUA defendem permanência de base aérea no Equador

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QUITO - Os Estados Unidos disseram nesta quinta-feira que o Equador deve analisar as consequências de um eventual aumento do tráfico de drogas antes de decidir pela suspensão de um acordo que permite aos norte-americanos usarem uma base aérea equatoriana na luta contra o narcotráfico.

Desde 1999, os EUA utilizam a base de Manta, 260 km sudoeste de Quito, em suas ações de interceptação aérea e posterior detenção dos embarques de drogas na América do Sul.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, no cargo desde janeiro, advertiu que não renovará o acordo que expira em 2009 por considerar que a presença de militares e aeronaves norte-americanos viola a soberania do país, uma opinião respaldada por políticos de esquerda.

O subsecretário de Estado norte-americano John Negroponte, entretanto, assegurou que a soberania do país poderia ser prejudicada pelos cartéis de droga sem as operações dos EUA.

- A base ajuda na interceptação dos embarques de droga que vão ao mercado internacional. Ela ajuda a proteger a soberania do Equador, que é violada pelos narcotraficantes - observou o subsecretário em entrevista publicada no jornal El Comercio.

Negroponte, que visitou Quito na quarta-feira, disse que os EUA respeitarão a decisão final de Correa sobre o uso da base.