Quase 1.400 veículos são queimados em três dias de protestos na França

Agência EFE

PARIS - Quase 1.400 veículos foram queimados na França desde a eleição do novo presidente da França, o conservador Nicolas Sarkozy, segundo uma nova apuração policial.

A Direção Geral da Polícia Nacional indicou hoje que 292 carros foram queimados na terça-feira à noite, o que, somado aos 365 da véspera e aos 730 da noite de domingo para segunda-feira, eleva o número total a 1.387 veículos.

No entanto, as manifestações e os protestos violentos causados pela eleição de Sarkozy, no domingo, diminuíram nesta quarta tanto em Paris como no resto da França, onde, pela primeira vez, uma vitória presidencial gerou tanta hostilidade.

- Esta situação é inaceitável', afirmou o ministro do Interior, François Baroin, que advertiu que 'a Polícia fará com que se respeite o Estado de Direito'.

Baroin disse que a Justiça está agindo contra os autores dos distúrbios detidos e que já houve alguns julgamentos, nos quais foram estabelecidas penas de prisão.

O ministro considera que 'o que acontece na rua há três dias (...) mostra que são movimentos claramente comprometidos politicamente e abertamente de extrema-esquerda'.

Baroin negou que existam 'violências policiais' e elogiou o "profissionalismo' e 'sangue frio' das forças de segurança.

Paralelamente, as assembléias gerais se multiplicam nas universidades. Cerca de 800 estudantes da Universidade de Paris votaram nesta quarta a favor de uma greve contra os projetos de reformas universitárias prometidas por Sarkozy.

A greve será aplicada, por enquanto, em setores da universidade Panthéon Sorbonne, em Paris.

Outras assembléias de estudantes foram convocadas para quinta-feira nas universidades de Paris X - Nanterre e Toulouse II-Le Mirail.

O presidente da União Nacional de Estudantes da França (Unef), Bruno Julliard, considerou que estas ações são 'improdutivas' e que não constituem uma 'resposta adequada' à eleição de Sarkozy.