Diretora de instituto americano é presa em Teerã

Agência EFE

WASHINGTON - A diretora de um programa de estudos sobre o Oriente Médio em Washington, com dupla nacionalidade americana e iraniana, foi presa na última terça em Teerã, informaram hoje os jornais "The New York Times" e "The Washington Post".

Haleh Esfandiari, conhecida estudiosa do Oriente Médio, foi retida no Irã no dia 30 de dezembro de 2006, quando tentava retornar aos Estados Unidos. Ela havia feito uma de suas visitas semestrais a sua mãe, uma viúva de 93 anos, segundo explicou seu marido, o catedrático Shaul Bakhash.

Esfandiari dirige o departamento de estudos sobre o Oriente Médio do Centro Internacional Woodrow Wilson. O chefe do centro, o ex-congressista Lee Hamilton, afirmou ontem que ela tinha sido pressionada a "confessar" que a instituição recebe dinheiro do Governo dos EUA para atacar o atual regime no Irã.

Hamilton escreveu no dia 20 de fevereiro uma carta às autoridades iranianas, solicitando que Esfandari recebesse permissão para voltar. Mas a carta não recebeu resposta, disse.

O "New York Times", citando "catedráticos iraniano-americanos", especula que Esfandari, amiga da filha do ex-presidente iraniano, o moderado Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, pode ser vítima de uma rivalidade entre ele e o atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.