Onda de protestos paralisa Centro de La Paz pelo segundo dia

Agência EFE

LA PAZ - Uma onda de protestos de comerciantes de roupas usadas, de estudantes, de trabalhadores do setor da saúde e até de policiais paralisou nesta terça-feira pelo segundo dia consecutivo o Centro de La Paz. Milhares de ambulantes se manifestaram no Centro turístico de La Paz contra uma decisão do governo de restringir suas atividades e fortalecer a indústria nacional. As roupas usadas são procedentes dos Estados Unidos e da Europa e entram ilegalmente no território boliviano.

Além disso, dois mil estudantes se reuniram na praça das Armas, no Centro de La Paz, para pedir a gratuidade dos certificados de bacharelado.

Dezenas de policiais se concentraram diante do ministério do Interior para pedir um aumento salarial. O vice-ministro do Interior, Eduardo Gamarra, disse que a solicitação dos policiais será aceita em maio, em virtude de uma decisão tomada no ano passado pelo presidente Evo Morales.

Também foram registrados em La Paz protestos de trabalhadores da saúde, em greve há quase duas semanas, que pedem um reajuste salarial superior aos 6% concedidos pelo governo.

O caos que tomou o Centro da capital boliviana foi agravado com marchas de grupos de deficientes físicos que exigem um bônus de solidariedade anual de 5.000 bolivarianos (625 dólares), um pedido que o governo já rejeitou.