Al Qaeda convoca homens-bomba no norte da África

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DUBAI - A sessão da Al Qaeda do norte da África apelou em um vídeo na terça-feira para que homens-bomba entrem para o grupo, somando-se ao que disse ser um grande e crescente número de "buscadores do martírio".

A TV Al Jazeera mostrou uma gravação que incluía imagens que a emissora disse ser de militantes preparando bombas usadas nos ataques da Al Qaeda que mataram 30 pessoas na Argélia em 11 de abril.

- Trazemos boas coisas para nossa nação e juventude e dizemos a eles que a lista de buscadores do martírio se tornou longa e está crescendo a cada dia - disse no vídeo Abu Musab Abdul-Wadud, líder da Organização da Al Qaeda no Magreb Islâmico.

- Esta é uma guerra do cruzado contra o Islã e uma batalha do destino entre os infiéis e os crentes. Então não percam, venham para um paraíso que é tão amplo quanto a Terra e os céus.

O Islã promete o Céu para os que morrem implementando as ordens de Deus, mas muitos clérigos importantes dizem que operações de suicídio, como as realizadas pela Al Qaeda, transgridem as leis do Islã.

Os líderes da Al Qaeda acusam esses clérigos de serem fantoches dos governos de países muçulmanos.

A gravação também mostrava um militante convertendo despertadores feitos para alertarem os muçulmanos para as horas de orações no que pareciam ser dispositivos de tempo para detonadores.

"Alá é grande", gritavam militantes foram do quadro, enquanto se via uma explosão num prédio à distância.

A Organização da Al Qaeda no Magreb Islâmico, antes conhecida como Grupo Salafista de Pregação e Combate, também reivindicou a responsabilidade por um ataque em março que matou vários policiais e quatro funcionários de um gasoduto.

A violência explodiu no país norte-africano em 1992, depois que autoridades apoiadas pelos militares, temendo uma revolução em estilo iraniano, cancelaram uma eleição parlamentar em que um partido islâmico, a França Islâmica de Salvação (FIS), era o franco favorito. Até 200 mil pessoas foram mortas no derramamento de sangue que se seguiu.