Quase empatados, finalistas buscam votos do centro na França

Agência EFE

PARIS - A socialista Ségol¨ne Royal reduziu a desvantagem em relação ao direitista Nicolas Sarkozy, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira, quando ambos buscam os votos do centrista François Bayrou para o segundo turno da eleição presidencial francesa.

Bayrou, que recebeu 7 milhões de votos e pretende agora criar um novo partido de centro, não deve dar apoio a nenhum dos candidatos, mas a entrevista coletiva que convocou para a tarde de quarta-feira será acompanhada de perto.

- Para que lado se inclinará Bayrou, era a pergunta na capa do jornal Le Parisien.

Royal e Sarkozy prometem, se eleitos, levar membros do UDF (partido de Bayrou) para o governo. A socialista chegou a propor um debate com o ex-adversário para que eles busquem posições comuns.

Em entrevista ao Le Monde, Sarkozy disse que seu eventual governo incluirá um grupo que represente idéias de centro em questões como Europa, reformas sociais e as instituições da república.

Mas, como saiu do primeiro turno com uma confortável vantagem, ele tem menos necessidade de 'virar' votos, e por isso afirmou não estar interessado em acordos de bastidores.

- Os eleitores não pertencem a François Bayrou mais do que a Ségol¨ne Royal, a Jean-Marie Le Pen ñquarto colocadoí ou a Nicolas Sarkozy, afirmou o candidato.

- Não reduza simplesmente os eleitores à sua escolha do primeiro turno.

As novas pesquisas continuam mostrando Sarkozy na frente, mas a do instituto TNS Sofres, encomendada pelo jornal conservador Le Figaro e publicada na quarta-feira, mostra que sua vantagem caiu para apenas dois pontos percentuais. Outra pesquisa, do Ipsos, mostra o ex-ministro em situação bem mais confortável, sete pontos à frente de Royal.

No primeiro turno, Sarkozy teve 31,2 por cento, seguido por Royal (25,9) e Bayrou (18,6). Desemprego, segurança e imigração continuam sendo os principais temas da campanha, mas a personalidade dos candidatos é algo cada vez mais discutido.