EUA dizem que eleição parlamentar na Síria foi manipulada

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WASHINGTON - A Casa Branca acusou nesta terça-feira o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, de manipulação e intimidação nas eleições parlamentares de seu país e classificou a votação como fraude.

Cidadãos sírios foram às urnas no domingo e na segunda-feira para eleições duramente controladas, destinadas a manter o comando do partido Baath em um Parlamento de pouca expressão.

Assad 'falhou novamente em realizar suas reformas há tempos prometidas, dando às eleições parlamentares da Síria um exercício sem significado', disse a Casa Branca em um comunicado.

- Em vez disso, o regime sírio usou uma combinação de leis injustas, intimidação e manipulação por forças de segurança para suprimir vozes independentes e críticas - disse a nota.

- O regime sírio mais uma vez provou que pouco se importa com as opiniões e desejos de seu próprio povo.

O presidentes norte-americano, George W. Bush, tem tentado isolar a Síria diplomaticamente. Ele acusa Damasco de patrocinar o terrorismo, não tomar medidas necessárias para evitar que combatentes estrangeiros cruzem a fronteira para dentro do Iraque, fazer pouco para conter militantes do Hamas e do Hezbollah, além de desestabilizar o governo libanês.

A Síria está sob lei emergencial há quatro décadas e não são permitidos partidos de oposição. O país realiza eleições a cada quatro anos para o Parlamento, chamado Conselho do Povo, com a maioria dos candidatos avaliados pelo governo.

O poder se concentra nas mãos de Assad, que sucedeu seu pai, Hafez al-Assad, em 2000.

Poucas pessoas além de funcionários públicos depositaram seus votos, disseram testemunhas. Dissidentes boicotaram a eleição, e até mesmo candidatos pró-governo disseram que forças de segurança fizeram vigília em locais de votação para evitar que as pessoas votassem livremente.