Família britânica é acusada de vender estátua falsa

Agência EFE

LONDRES - Quatro membros de uma família foram acusados em relação à venda, por centenas de milhares de libras, de uma estátua falsa da princesa egípcia Amarna, cuja representação verdadeira está exposta no museu Louvre de Paris.

O antiquário George Greenhalgh, de 84 anos, sua mulher, Olive, de 82, e seus filhos, George e Shaun, foram interrogados pelo departamento de Arte e Antiguidades da Polícia de Londres e na próxima semana deverão comparecer perante um juiz de Bolton, no noroeste da Inglaterra.

A família é acusada por envolvimento na venda à Prefeitura de Bolton, em 2003, de uma estátua falsa da princesa Amarna, uma das filhas do faraó Akhenaton e da rainha Nefertiti, mãe do lendário rei Tutancâmon.

A estátua, de apenas 50 centímetros e supostamente datada de 1350 a.C., foi vendida por £ 440 mil (? 660 mil) às autoridades locais - que calcularam o valor real da obra em um milhão de libras - por uma colecionadora que se manteve no anonimato.

Desde janeiro de 2004 a obra estava exposta em Bolton, após ter participado de uma exposição inaugurada pela rainha Elizabeth II na galeria Hayward de Londres.

A Polícia confiscou a estátua de Amarna para examiná-la depois que o Museu Britânico, de Londres, denunciou em março do ano passado o recebimento de uma suspeita estátua síria.

Os especialistas determinaram posteriormente a falsidade da estátua de Bolton, que tinha sido qualificada pelos críticos como melhor que a versão do Louvre e de outra conservada em um museu da Filadélfia.

George, Olive e Shaun Greenhalgh foram acusados de conspiração para defraudar que inclui a venda de antiguidades e obras de arte falsas entre 1989 e 2006, e de lavagem do dinheiro obtido nas transações.

George e Shaun, de 40 anos, também são acusados da lavagem do lucro da venda da princesa Amarna, enquanto o outro filho, George, de 52 anos, é acusado da lavagem do dinheiro obtido com a venda de antiguidades falsas.