EUA acusam engenheiro de passar ao Irã segredos nucleares

Agência EFE

WASHINGTON - As autoridades federais dos Estados Unidos acusaram um ex-engenheiro da Estação Palo Verde de Geração Nuclear de ter levado ilegalmente códigos de programas de computador ao Irã, segundo a edição deste sábado do jornal "The Arizona Republic".

A porta-voz do FBI (polícia federal americana), Deborah McCarley, disse ao jornal de Phoenix que Mohammad Alavi, de 49 anos, "foi detido este mês e acusado de violação do embargo comercial que proíbe que os americanos exportem bens e serviços ao Irã - acrescentou o jornal.

Além da entrega de códigos de computador ao Irã, Alavi copiou "detalhes das salas de controle, reatores e desenhos da maior usina nuclear" dos Estados Unidos.

- As autoridades não têm provas que sugerem que o uso dos programas (de computador) estivesse vinculado a terroristas ou ao Governo iraniano, que mantém uma disputa com os EUA por seu esforço para desenvolver um programa nuclear - afirmou o jornal.

McCarley disse que até agora a investigação não chegou à conclusão de que a informação supostamente transferida ao Irã "tenha tido como objetivo ser usada por um Governo estrangeiro ou grupos terroristas para atacar os Estados Unidos".

Funcionários da Companhia de Serviços Públicos do Arizona, que opera a usina nuclear de Palo Verde, disseram que os programas de computador supostamente entregues ao Irã não acarretam uma ameaça à segurança, porque não controlam alguns dos sistemas de operação da usina e são usados, principalmente, para capacitar os funcionários.

Alavi, nascido no Irã, vive nos Estados Unidos como cidadão naturalizado desde 1976 e permanece detido sem fiança na Califórnia.

Milatros Cisnereos, advogada designada para representar Alavi, disse que este "é um cidadão dos EUA, respeita o processo judicial e alega inocência".