UE anuncia ajuda de US$316 milhões ao Haiti

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SANTO DOMINGO - A União Européia anunciou na sexta-feira um pacote de ajuda financeira de 316 milhões de dólares ao Haiti e o compromisso de aumentar essa assistência em 25 por cento, à medida em que o país caribenho registrar avanços nos níveis de governabilidade.

A UE também assumiu o compromisso de facilitar uma assistência financeira adicional para que Haiti e República Dominicana empreendam programas de desenvolvimento através de sua fronteira comum.

A República Dominicana pediu na sexta-feira à comunidade internacional que se empenhe para revitalizar a economia do vizinho Haiti, e se ofereceu para participar de qualquer iniciativa regional ou internacional para isso.

O chanceler dominicano, Carlos Morales Troncoso, disse na 13a Reunião Ministerial do Grupo do Rio-União Européia, celebrada em Santo Domingo, que é hora de a comunidade internacional começar a desembolsar as verbas prometidas ao Haiti.

Ele reconheceu que no país já se vêem os frutos 'do trabalho delicado e efetivo, não obstante o perigo, da força de paz da Organização das Nações Unidas', comandada pelo Brasil, e que há sinais palpáveis de uma melhor segurança e de diminuição 'da criminalidade desenfreada que se evidenciava em redutos da morte' nos bairros de Porto Príncipe, a capital.

- O esforço haitiano, entretanto, será insuficiente se a comunidade internacional não somar forças para a criação das bases para restabelecer uma economia viável e sustentável - afirmou Morales Troncoso.

No âmbito regional, a UE anunciou uma assistência financeira à América Latina de 5,5 bilhões de euros para o período 2008-2013, uma parte em ajuda não-reembolsável e outra através do Banco Europeu de Desenvolvimento.

A ajuda ao Haiti será desembolsada também entre 2008 e 2013, segundo Benita Ferrero, alta comissária da União Européia.

Participam da reunião pelo menos 48 chanceleres dos países do Grupo do Rio e da União Européia.

A comunidade internacional e organismos multilaterais prometeram cerca de 2 bilhões de dólares em assistência ao Haiti, mas desse total só foram desembolsados cerca de 400 milhões, para cobrir os gastos eleitorais, segundo Federico Cuello, embaixador dominicano junto à União Européia.

- Trata-se de que todos nos unamos com o propósito comum de devolver ao Haiti a vitalidade perdida, de que os haitianos contem com os meios adequados para se manterem em pé e conseguirem o controle de um destino democrático - disse Morales Troncoso.

Os dois países, que dividem a mesma ilha, têm uma fronteira comum de 186 quilômetros, considerada vulnerável ao tráfico de armas, drogas e imigrantes clandestinos.