Sarkozy mantém a frente na última enquete antes do primeiro turno

Agência EFE

PARIS - O candidato conservador ao Palácio do Eliseu, Nicolas Sarkozy, continua como o favorito em intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas, segundo as três pesquisas publicadas nesta sexta-feira, a dois dias da votação.

A socialista Ségolène Royal está em segundo lugar nas pesquisas e disputa a vaga no segundo turno com o centrista François Bayrou, que permanece em terceiro, segundo as enquetes da Ipsos/Dell e da Ifop-Fiducial. Pela pesquisa da CSA, a distância entre Sarkozy e Royal diminuiu.

O ultradireitista Jean-Marie Le Pen aparece invariavelmente como quarto colocado. Ainda há um grande número de indecisos (13%), por isso os analistas não descartam surpresas na apuração.

A lei eleitoral francesa proíbe a publicação de pesquisas a partir de meia-noite, quando termina a campanha eleitoral.

Sarkozy conta com 30% das intenções de voto segundo a Ipsos/Dell, 28% pela Ifop-Fiducial e 27% na pesquisa da CSA.

Royal tem 23% na Ipsos/Dell, 22,5% na Ifop-Fiducial e 26% na CSA, a única pesquisa a deixar a socialista perto de Sarkozy e com boa vantagem sobre Bayrou.

O líder centrista teria 17% dos votos segundo a CSA, 18% para a Ipsos/Dell e 20% oara a Ifop-Fiducial.

Le Pen, quem em 2002 surpreendeu e chegou ao segundo turno, obtém 16% na CSA e 13% nas outras duas.

Dos outros oito candidatos, só o ultraesquerdista Olivier Besancenot se aproxima dos 5% de intenções de voto, seguido de longe pela comunista Marie-George Buffet (3%) e pelo soberanista de direita Philippe de Villiers (2,5%).

Nesta reta final, Sarkozy se apresentou hoje como 'dique' contra o 'pior', em alusão à extrema direita. Ele prometeu não fazer acordos com a Frente Nacional (FN) de Le Pen nem nomear ministros do partido em seu Governo, se for eleito.

- Quero uma sociedade tolerante. Minha França não é a de Le Pen porque minha França não é uma raça, não é uma etnia, nem a exclusão, nem o desprezo do outro, disse Sarkozy.

Ele atacou Bayrou, que chamou de oportunista. Quanto a Royal, disse que se chocava com algumas de suas declarações, como as de que "lutará contra o Governo talibã, que não existe há cinco anos' e que "é preciso tirar lições da justiça chinesa'.

Royal, por sua vez, centrou seus ataques em Bayrou, que 'está em cima do muro', o que 'não é muito cômodo'.

- Um certo número de franceses não se situa nem à direita nem à esquerda. É o filão de François Bayrou, que se mantém numa espécie de imprecisão, disse.

Para 59% dos franceses, a campanha eleitoral foi 'de má qualidade', mas 60% dos entrevistados se disseram motivados a votar, segundo uma pesquisa da OpinionWay publicada nesta sexta-feira.