Lahoud rejeita observadores internacionais em fronteira com a Síria

Agência EFE

BEIRUTE - O presidente do Líbano, Émile Lahoud, afirmou nesta sexta-feira que rejeita o posicionamento de observadores internacionais na fronteira com a Síria, segundo um comunicado divulgado por seu escritório de imprensa.

- O Governo já designou o Exército libanês para que adote as medidas de segurança necessárias para controlar a fronteira com a Síria - afirmou o presidente.

O Conselho de Segurança da ONU expressou ontem sua preocupação pela continuidade do contrabando de armas desde a fronteira síria e pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que envie uma missão independente para que investigue vários relatórios elaborados por Israel e por outros países que refletem esta questão. Por sua parte, o ex-ministro de Energia e Água libanês Mohammad Fneich qualificou esses documentos de inexatos.

- Os relatórios da ONU são inexatos e irreais e refletem a versão de alguns Estados. As armas que a resistência (Hisbolá) possui são suficientes para as missões atuais e não necessitam destas através do contrabando - disse Fneich.

Por sua parte, Hussein Khalil, um dos assessores do líder do Hezbollah, assegurou que seu grupo rejeitará a vigilância da fronteira líbano-síria por parte da comunidade internacional. O contrabando de armas está explicitamente proibido pela resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim ao conflito entre Hezbollah e Israel que deixou mais de 1.200 mortos e cinco mil feridos.