Alemanha defende eficiência energética em transporte e habitação

Agência EFE

BERLIM - A Alemanha, que atualmente ocupa as Presidências rotativas da União Européia e do G8, insistiu hoje que o incentivo à economia e à eficiência energética em setores como transporte e construção são essenciais para minimizar os efeitos da mudança climática.

- O conceito de eficiência energética deve ser aplicado tanto às obras públicas como às privadas - disse o ministro dos Transportes e Obras Públicas alemão, Wolfgang Tiefensee, na conferência ministerial da UE, do G8 e dos países emergentes, que acontece em Berlim.

O ministro anfitrião disse que a mudança climática é "perceptível', e que a resposta deve ser a economia máxima do consumo energético em todas as atividades relacionadas com as emissões de CO2, como o transporte e a construção.

Para isso, é necessário construir imóveis com melhor isolamento térmico, usar materiais ecológicos e dar aos proprietários os instrumentos necessários para medir o grau de eficiência de sua casa. Tiefensee dividiu o papel de anfitrião com o ministro do Meio Ambiente Sigmar Gabriel, e com o ministro de Economia Michael Glos.

Em entrevista coletiva, os responsáveis divergiram sobre as maneiras de alcançar a eficiência energética. Enquanto Gabriel insistiu no papel das energias renováveis e na manutenção do carvão para garantir o abastecimento do país, Glos defendeu a necessidade de se prolongar a manutenção das usinas nucleares.

- Tendo em vista a mudança climática, temos que fazer o possível para usar fontes de energia que não gerem emissões poluentes - disse.

O tema da conferência é 'Eficiência energética: Dando forma ao mundo de amanhã'. Nesse contexto, a ministra de Habitação alemã, María Antonia Trujillo, defendeu o conceito de 'construir de uma maneira diferente'.

Trujillo lembrou que entrou em vigor, no fim de março, o Código Técnico de Edificação, que relaciona as exigências de qualidade e segurança dos edifícios com a eficiência energética. Segundo a ministra, transportes e edificações são os dois setores que geram mais emissões de CO2 atualmente.

- A mudança climática já é perceptível, e afeta a nossa qualidade de vida - disse.

A aprovação do Código Técnico de Edificação se enquadra no conceito de 'construir de outra maneira', o que afeta tanto o isolamento térmico, como os materiais empregados. Trujillo lembrou ainda que o plano inclui a instalação, até 2010, de quatro a cinco milhões de placas solares, obrigatórias em novos edifícios. Em 2008, a Alemanha introduzirá a 'Carteira de Identidade Energética' para edifícios de construção nova e reabilitados.