Le Pen faz insinuações sobre casamento de Sarkozy

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PARIS - O candidato ultradireitista à presidência da França Jean-Marie Le Pen alimentou na quinta-feira rumores sobre o casamento do favorito Nicolas Sarkozy, ao dizer em entrevista ao jornal israelense Maariv que a imprensa deveria prestar atenção aos rumores a respeito da mulher dele, Cecilia.

- Afinal de contas, ela pode ser a primeira-dama da França - afirmou Le Pen, de 78 anos, conhecido por suas tiradas provocativas, que no domingo disputa sua quinta eleição presidencial.

Ele não disse quais seriam os rumores, mas afirmou na quarta-feira a uma rádio que 'toda Paris' fala disso.

Cecilia, ex-modelo e uma das principais assessoras políticas do conservador Sarkozy, não é vista há várias semanas na campanha, o que desperta dúvidas sobre o casamento deles.

Não é a primeira vez que o casal - que tem um filho pequeno - fica sob os holofotes. Eles chegaram a se separar no ano passado, depois que ela teve um caso com um executivo do mercado publicitário, enquanto ele saía com uma jornalista.

Sarkozy ficou visivelmente abalado pelo episódio, perdendo peso e parecendo irritadiço, o que levou muitos a questionarem sua capacidade de governar a França devido ao impacto que a separação teve sobre ele.

O casal acabou se reconciliando - e dando enorme visibilidade ao fato -, e Cecilia acompanhou o marido numa visita oficial à Guiana, em junho, quando ele ainda era ministro do Interior.

Assessores de Sarkozy evitaram comentar o sumiço dela nas últimas semanas e rejeitaram os comentários de Le Pen.

Mas Cecilia já havia manifestado um certo temor em relação à vida no Palácio do Eliseu caso o marido ganhe a eleição, dizendo a um entrevistador que não se via como primeira-dama.

- Isso me aborrece, não sou politicamente correta - afirmou.

A principal adversária de Sarkozy, a socialista Ségol¨ne Royal, também é alvo de grande atenção devido à sua união com o líder partidário François Hollande, que já avisou que não se mudará para o Eliseu caso ela se torne a primeira mulher a presidir o país. Hollande afirma que pretende continuar apenas como parlamentar ao invés de aceitar um ministério no eventual governo Royal.