Estudantes da Virginia Tech usam a internet para expressar sua dor

Agência EFE

WASHINGTON - Os estudantes da universidade Virginia Tech recorreram à internet para expressar sua dor por uma tragédia que matou 33 pessoas no pior massacre estudantil da história dos Estados Unidos. Sites como o MySpace e o Facebook serviram para que os estudantes trocassem mensagens sobre o episódio. Além disso, muitos cidadãos usaram as páginas eletrônicas para organizar vigílias pelos mortos, entre os quais está o autor do massacre, Cho Seung-Hui, um jovem sul-coreano de 23 anos que cursava o último ano de filologia inglesa na Virginia Tech.

A internet tornou-se também a plataforma perfeita para divulgar dados sobre as vítimas e os sobreviventes e para informar as famílias sobre o paradeiro de seus parentes nos primeiros momentos do tumulto gerado pelo massacre. A Planet Blacksburg, uma organização estudantil que oferece informações sobre a região do New River Valley, onde se encontra o condado de Blacksburg, sede da universidade, mantém um site com centenas de mensagens de pêsames e apoio aos familiares das vítimas.

Uma destas mensagens foi enviada na terça-feira por uma pessoa chamada Stéphanie. 'Como professora, não posso imaginar como é enfrentar semelhante tragédia e a perda sem sentido de jovens brilhantes e promissores. Rezo pela comunidade'.

Maureen, uma estudante de pós-graduação da Virginia Tech, diz que precisou lidar com uma avalanche de emoções geradas pelos eventos de segunda-feira.

- Eu me vi grudada na internet e na televisão para saber informações sobre os últimos eventos. Choro toda hora. Não tenho certeza do que deveria fazer ou dizer. É difícil voltar ao trabalho - diz a estudante no site da Planet Blacksburg.

No Facebook, foram deixadas várias mensagens sobre vigílias na universidade e em faculdades de todos os Estados Unidos. Estudantes da Universidade do Texas, por exemplo, usaram o Facebook para organizar uma vigília no dia 23 de abril. Mais de 570 pessoas confirmaram que pretendem participar do ato.