Tânia Zagury diz que Bullying não justifica ações de atirador

Bruno Pontes, Agência JB

RIO - O Bullying, termo conhecido no baseball, foi usado como uma das justificativas para suas ações do jovem estudante sul-coreano Cho Seung-Hui, de 23 anos o ato de abrir fogo a 32 vítimas na universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos.

Segundo um site especializado em Bullying, o é fenômeno mundial e deve ser observado com cuidado pela sociedade sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana.

Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou acabar com as chamadas perseguições morais, ou implicâncias..

As vítimas, em geral caracterizam-se por serem pessoas pouco sociáveis, inseguras e que raramente pedem ajuda. Jovens vítimas de Bullying costumam ser depressivos e muitas vezes pré-dispostos ao suicídio.

Em pesquisa mais extensa sobre Bullying, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido Bullying, pelo menos, uma vez por semana.

Em levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying.

Segundo depoimento da Educadora Tânya Zagury, o comportamento do atirador especificamente, não é só relacionado com bullying, nem se justificaria. No entanto, o Bullying deve ser combatido por educadores e pais atentos.

Tânia cita o filme, (contemplado com o oscar) 'Tiros em Columbine' para exemplificar que a incidência de casos como esse são frequentes em uma cultura de violência, que promove a compra de uma arma, por exemplo.

A educadora afirma ainda que, os fatores psiquiatricos do jovem devem ter contribuido em maior escala para suas ações do que a perseguição moral em si, já que ele não procurou alvos expecíficos, abrindo fogo indiscriminadamente.